quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Segunda Jogatina na Unicamp

Um pouco antes das 15:00, chegamos lá, eu e Amanda. No CAL, finalmente! Já munidos de chave, ficamos esperando os ávidos jogadores enquanto ajudávamos o Biroska, gestor veterano, a fazer uns servicinhos menores. Paralelamente, vendemos as almas à cantina do IEL em troca do aluguel de duas mesas e seis cadeiras até o dia seguinte.

O primeiro a chegar foi o Mekaru, facilmente reconhecido pelos olhos puxados. Aliás, ainda bem que japonês por aqui só tem estigma de nerd, o que é positivo no contexto vigente - ou seja, posso brincar à vontade sem ser taxado de preconceituoso. Enquanto ninguém mais chegava, começamos uma partida de Fluxx, o jogo insano. No meio da partida, enquanto estávamos nadando no meio das regras que brotam do jogo, o Rafael chegou. Como o jogo é doido mesmo, enfiamos ele no meio da partida, que eu acabei ganhando no final.

Aí chegou o Thiago, com seu copinho de metal e um saquinho de erva uruguaia (diz ele que era mate...). Resolvemos começar uma de Pandemic (nível médio de dificuldade), já que o Mekaru (e a Amanda, claro) parecia bastante interessado. Vencemos, as doenças não tiveram chance. Quem sabe na próxima jogatina tentamos o nível difícil, ou algum desafio da expansão. No meio dessa partida, o Mekaru saiu pra ir num eventozinho bobo, parece que era colação de grau de alguém. Besteira, jogar é bem mais legal. Quando foi embora, Mekaru cedeu seu lugar ao William, que chegara havia pouco.

Depois de salvar o mundo, continuávamos sendo cinco... Fomos jogar uma partida de Carcassonne (com regras revisadas), em meio a comemorações do Thiago. No meio da partida, Thiago percebeu que tava com sono e foi fum.. quer dizer, ferver a erva pra animar. De tanta ansiedade, acabou entornando uma parte na calça, no chão e nas cartas... felizmente, ainda estava seca. Depois dele quase lamber o chão pra não desperdiçar a preciosa plantinha uruguaia, o jogo continuou sem maiores perturbações. Ah, no meio desse jogo, tivemos a visita da M. que conseguiu resistir aos seus impulsos malignos e acabou não jogando nada. Rafael venceu o Carcassonne de novo. Amanda começa a perceber que sua supremacia Carcassonniana está seriamente ameaçada. Só não liberou sua fúria porque tava ocupada batendo papo com a M. sobre os podres do IEL.

No meio do Carcassonne, chegou o João, que não foi reconhecido porque usa uma foto enigmática no orkut. Foi conveniente ele ter aparecido, porque manteve a nossa cota de asiáticos, principalmente se levarmos em conta a Amanda berrando que odeia a Ásia durante o Pandemic. Aliás, precisamos que alguns negros, homossexuais e índios passem a frequentar logo as reuniões, senão podemos acabar sendo acusados de racismo! O João estava morrendo de sono, mas, mesmo assim, topou jogar uma partida de Pandemic (nível médio) com a Amanda e o William. Isso porque o Rafael começou a salivar por vingança no St. Petersburg pela outra jogatina - como o Thiago também estava a fim de aprendê-lo, lá fomos nós jogá-lo. Ganhei de novo =D. O grupo de salvadores do mundo na mesa ao lado também obteve êxito.

Já cambaleando de sono, o João foi embora. Éramos só cinco novamente. Amanda rapidamente sugeriu: vamos jogar Pandemic! Mas todos os outros já estavam meio enjoados de tanta doença e tanto cooperativismo. Queríamos porrada (mesmo que fosse uma porrada econômica)! William e Amanda então foram jogar uma partida de Race for the Galaxy (com o qual ele só tinha experiência virtual) enquanto eu, Rafael e Thiago jogávamos um rematch de St. Petersburg. Amanda venceu o Race e o Rafael finalmente arrasou com minha invencibilidade, obtendo uma vitória no jogo mais competitivo de St. Petersburg que já joguei.

Bem, foi isso. Alguns detalhes foram omitidos, como a alimentação, por exemplo. Amanda quase me esquartejou, afinal eu esqueci de levar os Fandangos!! Como, jogar sem Fandangos??? Obs: chegando em casa, nem conseguimos achar os malditos Fandangos. Além disso, Amanda levou uma de suas especialidades culinárias: bolo mesclado de caixinha, que ficou ótimo. Ela disse que ficou muito seco, mas pelo jeito só ela achou isso, porque não sobrou nem farelo.

No final, lá pelas 22:30, Thiago deu carona pros abusados de sempre: Eu, Amanda e William =). Ainda bem que o William mora perto da gente, facilita o processo todo. De resto, só espero que a erva estimulante do Thiago não tenha atrapalhado a concentração dele na volta pra casa.


Jogos que foram jogados (não vou repetir descrições, se quiser, leia o post anterior):

Fluxx
Jogo de cartas insano e divertido, em que as regras mudam o tempo todo.

Pandemic

Carcassonne

Saint Petersburg

Race for the Galaxy
Jogo de cartas com uma bela arte e uma mecânica complexa e muito interessante.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Primeira Jogatina na Unicamp

Primeira jogatina na Unicamp (ainda sem nome)! Chegamos lá pras 3 da tarde. Infelizmente, não conseguimos o espaço no CAL, com ar-condicionado e paredes. Então, resolvemos ir pra cantina da química mesmo, que tem boas mesas. Fomos pra lá, éramos 7 na ocasião. Ainda não temos um jogo em que joguem sete, então dividimos em duas mesas: Eu, Alan (que tem o estranho apelido de São Roque) e Beatriz jogamos uma de St. Petersburg e Amanda, Thiago, Fernanda e Rafael jogaram uma de Cloud 9 (vencida pelo Thiago), depois chegou o William e começaram um Carcassonne.

Fiquei mto feliz de jogar Peters pq a Amanda não gosta mto do jogo, então não tenho mto essa oportunidade. O jogo ia bem, quando de repente o vento resolveu jogar também. Como ele não tinha chance, já que chegou atrasado, se revoltou e começou a jogar as peças pro alto. Resolvemos fugir do penetra e ir pra FEM.

Aliás, pedimos desculpas aos atrasados (acho que foi só o Giu - foi mal, Giu!) por não termos pensado em deixar recado no CAL avisando...

Fomos todos guiados pelo Rafael e pelo William até umas mesas grandes dentro do prédio da FEM. O vento não nos incomodaria mais - só sentimos um pouco de saudade dele quando percebemos que teriámos que conviver com o calor. Recomeçamos então as partidas que o vento estragou. Eu ganhei a de St. Peter e o Rafael ganhou o Carcassonne.

Aí a fome bateu. Bateu, não, espancou. Afinal, eu e Amanda nem tínhamos almoçado. Fomos então eu, Amanda, Thiago e Fernanda comer alguma coisa em alguma cantina qualquer que estivesse aberta - ou seja, nenhuma! Resolvemos pegar o carro e passar no Pão de açúcar. Fiquei com medo de ser tudo uma conspiração pra roubar nossos jogos e não ter mais ninguém quando voltássemos... mas resisti e fomos mesmo assim. Comprei um monte de porcaria pra que quem sentisse fome não tivesse desculpa pra ir pra casa.

Enquanto estávamos no Pão de Açúcar (não o carioca, o baraonense mesmo), os outros jogaram uma de Carcassonne, mas não sei quem ganhou. Quando chegamos, Alan e Beatriz se despediram, ainda tinham algum senso de responsabilidade. O meu, eu deixei dentro da caixa de algum jogo. Ah, não era nem oito da noite ainda!

Éramos seis, então (sem piadinhas com novela do sbt). Eu já começava a ver sinais da crise de abstinência de Pandemic na Amanda. Sabia que ela estava preocupada com a saúde mundial. Então, sugeri ensinar St. Petersburg (eba, de novo!) pros engenheiros enquanto ela jogava Pandemic com o Thiago e a Fernanda. Acabou que antes jogaram um jogo do baralho europeu do Thiago, vencido pela novata Amanda. Depois tentaram salvar o mundo, mas não conseguiram, as doenças saíram do controle. Nesse meio tempo, eu, Rafael e William jogamos outra de St. Peter. Ganhei as duas - esse jogo é cruel, demora pra pegar o jeito. Também jogamos uma partida de Guillotine, vencida pelo Rafael.

Thiago e Fernanda se tocaram que já era quase meia-noite (o tempo voou... ele devia tá lá na cantina da química). Sobrou pros quatro sobreviventes tentar salvar o mundo das terríveis doenças. Perdemos, demoramos demais. Mas insistimos, tentamos de novo, era por uma boa causa, afinal!!! E conseguimos vencer, dessa vez. Com as doenças curadas (e o corpo todo doendo), resolvemos ir embora, quem sabe dormir um pouco, já era quase duas da madrugada. Felizmente, o bondoso Rafael deu carona pra todo mundo e pudemos encerrar a primeira jogatina na Unicamp com um sorriso no rosto e a sensação de missão cumprida.


Jogos que foram jogados:

Saint Petersburg
Jogo econômico sobre o desenvolvimento da cidade russa. Os jogadores competem por trabalhadores , edifícios e nobres e devem decidir até que ponto devem aumentar sua renda ou correr atrás de pontos, que garantem a vitória no final.

Cloud 9
Jogo em que vc, em cada rodada, escolhe se quer pular do balão por pontos ou ficar no balão pela chance de ganhar mais pontos. Quanto mais vc fica no balão, maior a chance de cair...

Carcassonne
Nesse, os jogadores constroem juntos a região de Carcassonne, na França, cooperando e competindo pela inflûencia em suas cidades, estradas e fazendas.

Guillotine
Aqui, os jogadores são revolucionários da revolução francesa e competem pelas cabeças mais valiosas.

Pandemic
Jogo cooperativo onde os jogadores, juntos, cada um com um especialista (ou generalista) diferente, enfrentam quatro terríveis doenças espalhadas pelo mundo.

Falta o jogo de baralho siciliano do Thiago aqui, mas eu não sei o nome do jogo...

domingo, 30 de novembro de 2008

Derivada para imbecis

Dia desses, li a seguinte frase, em destaque, dentro de uma matéria sobre as previsões de queda da taxa de crescimento populacional brasileira:


"Quando a taxa de crescimento chega a zero, a população é constante. Quando é menos que zero, começa a decrescer e fica negativa."

-Leila Ervatti
da gerência de análises demográficas do IBGE.


Portanto, cuidado: Daqui a alguns anos, após a população deixar de ser constante (!?!), começarão a circular por aí anti-pessoas, dispostas a anular eventuais turistas.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Investimento a longo prazo

Ultimamente eu tenho me interessado por investimentos, e, após pesquisar fundos de renda fixa, renda variável, CDBs, ações, multimercado, derivativos, etc etc, ver vários modelos de planejamento de finanças, guias de "como ficar rico", como casais enriquecerem juntos e coisas relacionadas, cheguei à conclusão de que o investimento financeiro com melhor custo-benefício eu e Amanda já fazemos e continuaremos fazendo por tempo indeterminado:

Pílula anticoncepcional.

"Você não fica rico com o que ganha; fica rico com o que poupa."
(Yoshio Teresawa)

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Pensamento do dia:

Na verdade, esse pensamento me veio ontem, durante uma aula de literatura:

Os melhores leitores são todos uns masoquistas!! Por que eu digo isso? Porque todos, como grandes sabichões que somos, adoramos um desafio à inteligência. E esse desafio é, justamente, proveniente da ofensa.

Pensei em, no mínimo, 3 exemplos (um deles foi o próprio Marcus Motta quem deu e, portanto, merece os créditos – pelo nome, não pela idéia): Machado de Assis, Poe e Fernando Pessoa (créditos).

Machado chama o leitor de desatento, ingênuo, bobo... Poe diz que o leitor é cricri, que implicará com tudo o que ele disser, não acreditará e, dessa maneira, forma um pacto tácito com seu “inimigo”... Pessoa é outro que debocha de nossa percepção e aponta para a falta de atenção em simples fatos do cotidiano...

Pensando nisso, acho que, por bem, devo xingar logo todos vocês, seus reducionistas, pseudo-filósofos, desatentos, estúpidos, ignorantes, simplistas, cegos!!

Voltem sempre.

P.S.:

De acordo com esse anúncio das Casas Bahia, já podemos mandar nossos amigos solteiros comprarem namoradas lá, num prazo a perder de vista...

terça-feira, 27 de maio de 2008

PS

O pequeno pensamento infame abaixo surgiu de uma das nossas frequentes conversas sobre como criaríamos os filhos que nunca teremos.

domingo, 25 de maio de 2008

Primeiro post e Pensamento Infame I

Meu primeiro post será curto, como a maioria dos subseqüentes por algumas simples razões: a principal é que, de fato, minhas melhores piadas são curtas e grossas (hm...), outra é que parece justo escrever posts proporcionais ao meu tamanho... (desculpa esfarrapada para minha real falta de tempo).

Dessa forma, fica o primeiro post com o seguinte pensamento infame (inaugurando uma série deles):

O cúmulo da crueldade é adotar um filho bastardo pelo puro prazer de poder xingá-lo de filho-da-puta.

Até mais.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Jogos de Tabuleiro

Adoramos jogos de tabuleiro. Não, não estamos falando de "perdas de tempo de tabuleiro", como Jogo da Vida ou Banco Imobiliário, e sim dos jogos de tabuleiro modernos que continuam sendo lançados além do Oceano Atlântico (ok, tem alguns do lado de cá também). Caso você não saiba do que estou falando, leia o próximo parágrafo (sei que o blogspot não faz parágrafos - você entendeu). Caso contrário, vá jogar algum jogo e volte mais tarde pra ler o próximo texto.

Há décadas atrás, na era colorida e sem senso de ridículo que chamamos agora de "década de 80", foram lançados vários jogos de tabuleiro aqui no Brasil. São os conhecidíssimos Detetive, Banco Imobiliário, War, Jogo da Vida, bla bla bla. Eles eram o máximo. Os jogos caíram nas graças da população, e as duas superpotências de jogos do Brasil (Estrela e Grow) resolveram continuar investindo no mesmo feijão com arroz até hoje. Claro, colocaram aromatizantes de Bob Esponja ou Homem-aranha, mais ainda é feijão com arroz (só que mal temperado).

Esses jogos ancestrais são na verdade versões (ou plágios) de jogos americanos antigos. O Banco Imobiliário (ou Monopoly) é de 1935! São todos ou muito infantis ou com regras complicadas demais e, invariavelmente, são muito dependentes de sorte. Os jogos americanos ainda são um pouco assim, mas evoluíram muito. Só que ainda mais dignos de nota são os jogos modernos oriundos do Velho Mundo.

Estou com preguiça de fazer a pesquisa adequada, mas já há vários anos começaram a surgir na Europa, principalmente na Alemanha, jogos com regras simples, mas muito mais inteligentes, muito mais estratégicos, muito menos dependentes de rolagens de dados ou sorteios. que os jogos antigos. São esses jogos que nós adoramos. E pelo menos eu, que sou ligeiramente mais viciado que a Amanda, devo falar bastante deles.

Para um survey com mais experiência e muito mais detalhes, leia a série de artigos de meu colega de jogatinas Antônio Marcelo na Rederpg, começando por esse aqui.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Ano novo, blog novo.

Na verdade, há muito pensávamos em fazer esse blog, na tentativa de descarregar algumas das nossas ácidas idéias que, geralmente, reservamos às nossas conversas. Desejamos, com isso, informar, gerar reflexões profundas – ou não – e disseminar gargalhadas tão maléficas e intensas quanto as nossas.

Enrolamos, enrolamos e enrolamos, sem saber o que escrever em nosso primeiro texto. Até que surgiu a idéia para o título, e aqui estamos.

Esperamos agradar a quem merece e enraivecer todos os outros, ou seja, o que fazemos todos os dias em uma versão “amplo espectro”.

Somos Kronno e Amanda, um casal que não presta.